domingo, 29 de janeiro de 2012

Desvirginando o blog


Hoje eu acordei com uma vontade grande de tirar a bunda de casa. Tomei café, fiz um chimarrão e fui caminhar na beira-mar. Todo mundo que você encontra passeando no sol domingo de manhã com certeza dormiu a noite (Sim, já perdi vários domingos de sol de ressaca enfiado na cama). Bom aqui não é a redenção, apesar da enorme quantidade de gaúchos por aqui, então é de se suspeitar que eu era a única pessoa tomando chimarrão, é bem verdade que ninguém me olhou atravessado pelo menos.
A verdade é que há pouco tempo eu mudei toda a minha vida de novo, pedi demissão de um trabalho que eu não gostava, terminei um relacionamento de sete anos e simplesmente decidi seguir em frente. Bom, passada a euforia de tomar as atitudes que eu achava certas, vem o tempo de reflexão, ainda não me arrependi de nenhuma das decisões, mas para toda ação existe uma reação, mesmo que a gente não admita.  
Porém, também não era sobre isso que eu queria falar hoje, caminhando com meu chimarrão eu parei em um quiosque para sentar um pouco e apreciar a vista. Nessa hora tive uma epifania sobre o autoconhecimento, como eu me virava bem com a solidão, o que eu queria da vida, e outras viadagens do tipo.
Essas coisas já haviam passado pela minha cabeça várias vezes, mas quando você está vulnerável parece mais fácil focar nisso, cada um sabe aonde aperta o sapato. Um dia você se pergunta o que tá fazendo. Você pode ser a melhor pessoa do mundo, com todo o pacotinho de benefícios de uma vida plena, emprego, dinheiro, família, amor, amigos, não importa, uma hora a vida te cobra por algo mais. Você se lembra de tudo o que fez até aqui e se pergunta sobre tudo, deve ser a crise dos 30 (Sei lá se isso existe). Mas a verdade é que nessa hora vale tudo, autoajuda, espiritualidade que você nem sabia o que existia, leituras diversas, criação de blog, etc.
Minhas breves conclusões a respeito disso tudo, quando você sentir o menor sinal, qualquer coisinha mesmo que te faça pensar na vida, corra atrás, estude, leia, reflita. Não interessa o quanto sua vida esteja perfeitinha, vai valer a pena, não tem nada melhor do que ter certeza de que se está no caminho certo, e que está fazendo o melhor possível com as informações que dispõem no momento.

3 comentários:

  1. Meu caro amigo,
    Primeiramente gostaria de te dizer que sinto a tua falta, assim como sinto a falta de um convívio maior com os nossos amigos. O bom é que nossa amizade não se afeta pela distância e muito menos por períodos sem comunicação... até porque fui um dos "escolhidos" no email para conhecer o teu blog. Obrigado!
    Pois bem, essa "viadagem" de blog que tu criou é uma forma de expressar e externar sentimentos... e olha só que bacana, logo tu um dos mais "durões" da turma! Acho que não é essa tal crise dos 30, é sim o início de um novo ciclo, um momento mais "cabeção" de um ser que consegue tomar atitudes e escolher seus caminhos. Sim, é a maturidade!! Ela existe e começa a ocupar o lugar do medo, insegurança e da infantilidade que habitava as nossas mentes.
    E olha só... Passou um segundo, e outro, e outro, e mais um... e cada segundo que passa já era! Depende da gente aproveitar o tempo, a vida. Fica mais fácil viver sendo mais maduro e equilibrado, não acha? Tenho melhorado também! Rs... Então eu posso concluir que essa é a melhor fase das nossas vidas!!
    Um abração meu querido!
    Paulinho

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  2. Certo Ciro! Tô na mesma barca... Essa tal crise existe sim e entrar nela sozinho assim como tu diz pode ser uma ótima estratégia... Escohi desse jeito também! Bora lá! Saudades! Quando der vamos agitar algo pra galera se reunir...
    Um grande abraço!

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  3. Ciro,
    Eu, na situação de um estreante na da "casa dos 30", te digo que acho uma boa o blog. Não sei se vai render, se todos escreverão, se eu escreverei inclusive, mas apoio com certeza. Não só pelo fato de ser teu amigo, e por isso querer sempre te apoiar naquilo que parecer ser bom, mas também porque acredito que todos tem uma necessidade de dar vazão aos sentimentos e dúvidas, reflexões e pensamentos, e como a vida social não contribui para nossos encontros, essa é também uma maneira de manter um elo sincero e de opiniões com pessoas que estão abertas a ouvir (ou ler neste caso). Não sou um fã de escrita, não escrevo bem e nunca fui bom no português, sempre gostei mais da matemática, mas tenho várias idéias que estão mexendo com a minha cabeça.
    Grande abraço!
    Guilherme

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